Este é um domingo marcado pelas festividades em família. De um lado nos reunimos co
mo igreja e família para celebrar a vida e a influência de nossas mães. Mas, também nos reunimos para celebrar a bênção desta Igreja existir em nossa cidade por 95 anos. Estas são celebrações que nos fazem recordar, agradecer e expressar amor. Recordamos as marcas que trazemos em nossos corações. Por isso são mais que lembranças, são marcos que se transformaram em valores referenciais e que têm nos levado a ser o que somos e a projetar o futuro. Na verdade são os fundamentos sobre os quais edificamos o nosso futuro. Por isso este é um domingo nostálgico, sentimental, que nos inclina a ser mais sensíveis, desejosos de companhia, de estar junto dos que amamos e, de alguma maneira, celebrar o fato de sermos quem somos e sentir o prazer das pequenas tradições que materialiam as nossas lembranças.
Quer como família ou Igreja este é o sentimento que permeia o nosso ambiente. Talvez, justamente por isso, gratidão seja a reação mais natural desta recordação . Agradecemos as pessoas que se tornaram referenciais de vida, cujos erros e acertos construíram o nosso caráter, fé, o entendimento do que é amor desinteressado.
Nos proporcionaram o sentimento de pertencer, ser aceito, ser família. E como igreja, o sentimento de ser família de Deus, comunidade da fé , lugar em que tradição e experiência pessoal se fundem e fazem uma amálgama gostosa que chamamos de “Família de Deus”. Uma gratidão que se expressa em presentes, palavras, gestos de carinho , culto , celebração, oração e festa.
Talvez seja por isso que gratidão na Bíblia, especialmente no velho testamento, nunca se expressa de maneira solitária, mas é sempre celebração em família e, se alguém não estivesse com sua família, precisava convidar amigos que fossem chegados como irmãos para celebrar com eles a sua gratidão. Era um saborear da vida que tinha como símbolo o degustar palatável do sacrifício de louvor oferecido sobre o altar de Deus.
Creio que a sabedoria divina é demonstrada ao nos ensinar que família, gratidão, fé e louvor dependem de um ingrediente que, sem ele, a vida não tem sabor. Amor é este tempero que dá sabor à vida. Por isso, este é um domingo que nos convida a expressar o nosso amor, quer como filhos , quer como Igreja. Minha oração é que Deus nos permita hoje recordar, agradecer e amar. E que estas atitudes nos ajudem a expressar vida, no entendimento mais abrangente e eterno deste termo.
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